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Rua Des. Eliseu Guilherme, 123/167
Hospital do Coração - Paraíso
São Paulo - SP
Tel.: (11) 3053-6611 |
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Notícia

LESõES NOS JOELHOS X FUTEBOL
Profissionais ou peladeiros de fim de semana
estão sujeitos ao mesmo tipo de lesão
Criado na Inglaterra e popularizado pelo excepcional desempenho dos brasileiros, o futebol é um esporte democrático, no qual pessoas de diferentes raças, credos e classes sociais se enfrentam por noventa minutos em igualdade. Porém, com a evolução do futebol arte para o futebol força, essas horas de diversão e competição tem tornado cada vez mais frequente a visita aos consultórios médicos e centros cirúrgicos, tanto de atletas profissionais como de peladeiros de fim de semana, por causa das lesões nos joelhos.
Extremamente vulnerável devido às características próprias do órgão e dos movimentos ao qual é submetido, o joelho entrou para a história do futebol ao interromper a carreira de jogadores famosos e atrapalhar o cotidiano de inúmeros esportistas de fim de semana influenciados, principalmente, pela mudança de estilo do antigo futebol arte pelo atual futebol força.
Com isso, jogadores como Reinaldo, Zico, Falcão, Zetti e Ronaldo tiveram lesões em seus joelhos e as suas carreiras momentaneamente prejudicadas. Um caso emblemático dos anos 90 foi o de Raí, artilheiro do São Paulo e do Paris Saint Germain, que sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado anterior, responsável por manter a estabilidade dianteira da articulação. Menos famoso, mas tão querido entre os amigos peladeiros quanto Raí, o economista Luiz Fernando Cruz, 34 anos, sofreu uma lesão semelhante ao primeiro. "Há nove meses estava correndo, livre de qualquer marcador, e senti um estalo em meu joelho, seguido de uma intensa dor. Romperam-se todos os meus ligamentos e ainda tive 30% de meu menisco retirado", atesta.
"O estalido acompanhado de dor, inchaço e a perda parcial da função são justamente as primeiras características relatadas pelo paciente ao chegar no consultório com o ligamento cruzado anterior rompido. Obviamente, porém, que o diagnóstico para o caso envolve outros métodos além do relato", afirma Dr. René Abdalla, autor do livro "Lesões nos Esportes" e médico ortopedista do Departamento de Medicina Esportiva do Hospital do Coração.
Segundo o Dr. Abdalla, a boa notícia é que, assim como no futebol, a medicina esportiva também evoluiu com os anos e, atualmente, muita das pessoas que sofrem lesões semelhantes à citada, tem mais chances de restabelecimento. "Por meio da artroscopia, uma técnica cirúrgica avançada que permite a introdução de um sistema óptico, o diagnóstico e o tratamento são feitos com total precisão sem a necessidade de 'abrir'o joelho. Além disso, técnicas e aparelhos fisioterápicos avançados ajudam o atleta a recuperar a área e permitem um retorno mais breve às atividades regulares", atesta o ortopedista.
No caso de Cruz, optou-se pelo ligamento do tendão patelar que, apesar de maior tempo para cicatrização, é mais resistente e permite que o jogador volte às suas atividades físicas normalmente.
Assim, a medicina esportiva tem procurado trabalhar para tornar as lesões do joelho cada vez mais coadjuvante nas histórias do futebol e permitir que todos os profissionais e peladeiros se sobressaiam com o que eles mais gostam de fazer: jogar futebol.
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| CORE - centro de ortopedia e reabilitação esportiva | Webmaster |
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